Transtorno Dissociativo de Identidade

cartaz do filme de 1931

Olá de novo! Parece que as férias me trouxeram a vontade de postar no blog de novo, para o azar de vocês.

Recentemente eu estava lendo mangás (como sempre) e acabei me deparando com uma personagem que possui múltipla personalidade, o que não é nenhuma surpresa, afinal em contos de ficção científica sempre apresentam personagens assim e o primeiro exemplo disso é o notório livro “O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde”.

O livro foi escrito por Robert Louis Stevenson e publicado em 1886, a história todos devem saber, um médico que desenvolve uma poção que divide a alma em duas, uma boa e uma má. Ao tomar, ele se transforma num monstro que mata as pessoas que o Dr. Jekyll tratou.

Maaas…

Deixando de lado a ficção, existem sim casos de múltipla personalidade, ou transtorno dissociativo de identidade na vida real que, é claro, foram levados ao cinema logo depois (é claro).

por algum motivo, a tradução do título no Brasil ficou: "As três máscaras de Eva"

O primeiro caso a ganhar destaque sobre esse transtorno foi o de Evelyn (Eve) Lancaster, pseudônimo de Chris Costner Sizemore. Seu caso foi estudado por seus psiquiatras: Corbett H. Thigpen e Hervey M. Keckley. Mais tarde, seu caso foi transformado no filme “The Three Faces of Eve” de 1957.

Eve White era uma mulher tímida e reservada que sofria de dores de cabeça e ocasionalmente “apagava”, não lembrando-se mais do que ocorria em seguida.

Ao ir num psiquiatra e passar por sessões de hipnose, surge seu alter-ego, Eve Black, uma legítima dama-da-noite e amante do prazer, o oposto da real Eve White.

Com o passar do tempo, os tratamentos vão sendo feitos e uma terceira personalidade, mais estável, conhecida como Jane vai se estabelecendo, até que Eve White e Eve Black desaparecem completamente.

Um fato interessante sobre isso é que a Eve Black era alérgica a nylon, enquanto Eve White não era alérgica O.o’.

Embora o caso de Eve tenha ganhado certa fama na época (ainda mais com o fime de 1957 que foi refeito em 2007), um dos mais polêmicos foi o caso de Sybil Dorsett, psedônimo para Shirley Mason.

Sybil era uma mulher que sofria do transtorno dissociativo de identidade. Inicialmente ela foi ao médico queixando-se de dores de cabeça e “apagões”, sendo tratada pela psiquiatra Cornelia B. Wilbur, que com o tempo, registrou nada menos que 16 personalidades vivendo em Sybil, entre elas, duas personalidades masculinas e um bebê.

Esse caso é estudado por alguns grupos espíritas, dizendo que são almas errantes, para igrejas protestantes são demônios disfarçados (eu hein?).

O fato é que a Dra. Wilbur foi acusada por um outro psiquiatra, Herbert Spiegel, de que ela manipulava Sybil com sessões de hipnose e forte uso de drogas para gerar essas personalidades.

Spiegel chegou a essa conclusão pois era o psiquiatra responsável por Sybil quando a Dra. Wilbur saia de férias. Ela (a Dra. Wilbur) provavelmente induziu a criação das personalidades para obter lucros com suas publicações.

O segundo caso, de certa forma, obteve mais polêmica que o caso de Eve, pois até então para a psicologia, os casos de TDI traziam pacientes com duas personalidades: O ego (eu) e o alter-ego (eu alternativo). Então o caso de Sybil foi, no mínimo, surpreendente.

As razões mais aceitas para o surgimento desses transtornos são traumas sofridos pelos pacientes quando crianças, geralmente casos de abuso sexual, como foi no caso de Sybil, que sofria abusos por parte da mãe, a ponto de deixar seu órgão sexual mutilado.

No caso de Eve, sua mãe morreu quando ela tinha seis anos e teria feito desenvolver as múltiplas personalidades, mas não se sabe se tais abusos não teriam sido escondidos para não causar polêmica na época.

Segundo os dados coletados, os “apagões” que as vítimas do transtorno sofriam são como quando você faz algo tão mecânico que nem percebe. Você acorda, toma banho, café, abre a garagem e sai com o carro. Isso é tão mecânico que muitos nem se lembram de ter feito isso.

No caso das crianças traumatizadas, a outra personalidade é criada como uma maneira de “escapar” da realidade vivida. Assim, quem sofre é outra pessoa, não eu.

Tenho certeza que vocês já se fizeram de surdos quando suas mães estão lhe dando bronca! Depois vocês nem lembram o que ela disse, não é? Pois é mais ou menos assim como funciona.

Alguns céticos em relação ao assunto dizem que não existem transtornos assim, eles são frutos da esquizofrenia ou criados propositalmente por pessoas de muita imaginação que querem aparecer.

Maas…

Sejam obras de demônios, almas, traumas da infância ou somente invenção como dizem os céticos, o fato é que os transtornos são muito utilizados na ficção científica, gerando bons filmes e obras literárias muito boas, quando existentes na realidade causam muita polêmica e certamente muita dor de cabeça.

PS: Isso não é um blog sobre cinema!!

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